sexta-feira, 2 de maio de 2008

Mais sobre o cipó de Gilberto Gil


Ilustração impressa na The Encyclopedia of Psychoactive Substances, by Richard Rudgley, Little, Brown and Company (1998).
Definitivamente, Gilberto Gil é panteísta. A palavra Panteísmo vem do grego “pan”, que significa “tudo”, e de “Theos”, que quer dizer “ Deus”. Ou seja, prega que a totalidade das coisas se confunde com Deus.
Visto dessa maneira, por meio de infusão preparada com esse cipó os bebedores do chá entrariam em contato com Ele. Mas tem gente que não quer saber dessa interpretação. Para Carlos Melo, editor do http://sonsdobambu.blogspot.com, em comentário postado aqui, o ayahuasca é conhecido muito antes de seitas como o Daime, União, Barquinha ou outras do Acre, ganharem fama. É utilizado durante cerimônias transcendentais de diferentes povos indígenas da América do Sul, desde tempos remotos. Para Melo, transformar o cipó em patrimônio da cultura brasileira seria o primeiro passo para garantir que a planta receba o apoio dos cristãos e as cerimônias se tornem sincréticas. Ele não quer que isso aconteça.
O uso livre do chá de ayahuasca está respaldado por duas resoluções do extinto Conselho Federal de Entorpecentes (Confen). Essas resoluções, aprovadas por unanimidade resultaram de pesquisas feitas por comissões interdisciplinares instituídas pelo Ministério da Justiça. O relatório final das pesquisas atesta que o ayahuasca não provoca prejuízos sociais. Foi assim que o cipó foi excluído da lista de produtos proibidos pela Dimed (Divisão Médica do Confen). Em 1992, sua utilização foi liberada para fins religiosos em todo o território nacional.

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