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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

MP obtém liminar do TJ que obriga recomposição de Área de Preservação Ambiental em Americana

A Câmara Reservada do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça deu provimento a agravo de instrumento impetrado pelo Ministério Público e concedeu a antecipação dos efeitos da tutela em ação civil pública movida pelo MP de Americana, determinando que o proprietário de uma gleba apresente ao órgão ambiental competente, no prazo de 120 dias, projeto indicando a área de preservação permanente e a forma de sua recomposição. A decisão também determina que, uma vez aprovado o projeto, a área seja demarcada no prazo de 90 dias, período em que deverá ser iniciada a recomposição florestal, tudo sob pena de multa diária de R$ 500,00. O TJ também proibiu qualquer alteração não autorizada em lei, seja pelo proprietário ou por terceiros.
Em ação civil pública movida contra o proprietário da gleba, o promotor de Justiça Ivan Carneiro Castanheiro argumentou que José Richard Lincoln Faraone Abrahão ocupou de forma irregular Área de Preservação Permanente de 29,3 mil m2 da Fazenda Santa Lúcia, localizada na área urbana de Americana, sem atender às determinações legislativas de recomposição da mata ciliar. De acordo com a ação, o proprietário utilizou a gleba para plantio de cana de açúcar em 1999, situação encerrada sem a devida recomposição da mata ciliar, conforme vistoria recentemente realizada.
A Justiça de Americana, entretanto, negou a liminar pedida pelo Ministério Público para que o proprietário fosse obrigado a cessar imediatamente qualquer intervenção sem autorização dos órgãos ambientais competentes nos 29,3 mil m2 de área de preservação permanente, a deixar de explorar a gleba e a apresentar projeto e executar a recuperação ambiental. No entendimento da Justiça local, não estava presente o requisito do “periculum in mora” (perigo da demora) no pedido do MP que, então, recorreu da decisão.
O relator desembargador Torres de Carvalho destacou, no acórdão, que “o decurso do tempo não exclui o perigo de dano nem o perigo na demora, pois o dano ambiental e permanente e se prolonga no tempo. No caso, os elementos trazidos com a petição inicial demonstram, até onde possível neste momento processual, que a propriedade é urbana e que a área de preservação permanente vem sendo explorada com o cultivo da cana-de-açúcar; há, assim, prova inequívoca da verossimilhança das alegações. O dano decorre da degradação da área protegida em si e da demora necessária ã sua formação, prolongando no tempo o dano ambiental.”

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MP instaura inquérito civil sobre transporte público em Americana

A Promotoria de Justiça do Consumidor de Americana instaurou, na última quinta-feira (30), inquérito civil para apurar problemas no transporte público municipal e intermunicipal. A providência foi tomada com base em denúncia popular.
O inquérito, presidido pelo promotor de Justiça Ivan Carneiro Castanheiro, irá investigar as más condições do transporte da cidade, entre eles a superlotação dos ônibus intermunicipais, com passageiros viajando em pé, em desacordo com a legislação estadual; a má conservação dos ônibus da empresa Auto Viação Americana (AVA), concessionária das linhas sob investigação; e o mau estado de conservação do Terminal Metropolitano de Passageiros em Americana.
Foram enviados ofícios à Secretaria de Transportes e Sistema Viário de Americana, à AVA, à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) e à Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

terça-feira, 29 de junho de 2010

MP quer impedir reestruturação da Polícia Civil na região de Americana

Uma reestruturação na Polícia Civil na região de Americana deixou moradores de várias cidades preocupados com a segurança. Entre as mudanças previstas está a redução do número de delegacias em quatro cidades. O Ministério Público entrou com uma ação para impedir a medida, que deve entrar em vigor na próxima quinta-feira (1).
A reestruturação deve acontecer nas cidades de Americana, Hortolândia, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste. O projeto inclui o pedido de aumento do efetivo da Polícia Civil. Se o juiz decidir a favor da medida, o estado vai ter seis meses para contratar 324 policiais para as oito cidades da área abrangida pela seccional de Americana. Segundo o MP, a média é de um policial para 3.770 habitantes.
O projeto de alterações na polícia também prevê que duas delegacias sejam fechadas em Hortolândia. Nesta terça-feira (29) a cidade atingiu o número de latrocínios de todo o ano passado com a morte de Renato Candido Pinto, que estava na porta de casa na Vila Real quando foi abordado por dois assaltantes e baleado.
Segundo o delegado José Gregório Barreto, que representa a comissão que vai implantar o projeto, nenhuma medida será tomada sem a aprovação da sociedade, mas o projeto pretende melhorar o sistema de investigação.