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quarta-feira, 6 de março de 2013

Os 50 milhões de Chalita


Bem que o Gabriel Chalita tentou. Mas ele não conseguiu impedir a promotoria paulista de investigar as acusaões, pelo analista de sistemas Roberto Grobman, de ter recebido R$ 50 milhões em propina do grupo educacional COC e de outras empresas quando comandou a Secretaria de Educação em São Paulo, em troca de benefícios e favorecimento em contratos com o governo.
De acordo com o denunciante, o então secretário teria recebido do COC sete computadores, uma TV de plasma, dois smartphones e um iPod, e que seu adjunto teria recebido 10 computadores e caixas de uísque. Outra denúncia é a de que ele havia cobrado propina de 25% para que a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) firmasse um contrato fraudulento de fornecimento de antenas parabólicas. O Tribunal de Contas do Estado afirma que o governo pagou pelas antenas parabólicas, mas não recebeu o equipamento.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Justiça Federal condena Paulinho da Força por improbidade administrativa

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, foi condenado pela Justiça Federal por improbidade administrativa e irregularidades na aplicação de recursos públicos do Programa Banco da Terra quando era coordenador da unidade técnica da instituição. Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", o deputado negociou com sobrepreço a compra da Fazenda Ceres, que seria destinada ao assentamento de 72 famílias de trabalhadores rurais no município de Piraju, no interior paulista.
De acordo com o Ministério Público Federal, o valor de mercado do imóvel, de 302 alqueires, era de no máximo R$ 1,29 milhão à época do negócio, ou de R$ 4,29 mil o alqueire. O terreno, porém, foi comprado por R$ 2,3 milhões, o equivalente a R$ 7,51 mil por alqueire.
O juiz João Batista Machado fixou o pagamento de multa civil, a ser revertida para a União, de cerca de R$ 1 milhão - o equivalente a uma vez o valor do acréscimo patrimonial dos antigos proprietários do imóvel, que teriam se beneficiado com sobrepreço da venda, em 2001. Paulinho ainda poderá recorrer da decisão.
Ao jornal, o deputado afirmou que não foi informado da sentença e não quis se manifestar sobre a condenação.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MP vai apurar suposto ato de improbidade administrativa por ex-diretor da Dersa

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital instaurou, na terça-feira (8), inquérito civil para apurar eventual improbidade administrativa praticada por Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S. A.).
De acordo com notícias divulgadas pela imprensa, o Consórcio Andrade Gutierrez/Galvão, contratada pela Dersa para as obras do Rodoanel, contratou uma empresa que tem como sócios o genro e mãe de Paulo Vieira de Souza.
Como Paulo Vieira de Souza assinou termo aditivo firmado entre a Dersa e o Consórcio, “os fatos indicam a possibilidade de favorecimento e eventual enriquecimento ilícito, o que implica na necessidade de diligências para efeito esclarecimento”, diz a portaria de instauração do inquérito civil, a cargo do promotor Roberto Antonio de Almeida Costa.
O promotor também considera que reportagens noticiaram a utilização do cargo, por Paulo Vieira de Souza, para arrecadação de verba para caixa dois de campanha eleitoral, bem como crescimento patrimonial incompatível com sua renda.

sábado, 22 de janeiro de 2011

TJ confirma condenação do prefeito de Limeira por superfaturamento na merenda escolar

O Tribunal de Justiça (TJ) confirmou a sentença do juiz Adilson Araki Ribeiro, da Vara da Fazenda Pública, que julgou procedente ação civil pública (ACP) movida pelo Ministério Público contra o prefeito de Limeira, Silvio Félix, por superfaturamento em compras de alimentos destinados à merenda escolar.
De acordo com a ação civil pública, ajuizada em 2006 pelo promotor de Cleber Rogério Masson, o prefeito Silvio Félix adquiriu diversos gêneros alimentícios destinados ao serviço de merenda escolar a preços superiores aos do mercado.
Em decisão de 1ª instância, Félix foi condenado por improbidade administrativa e obrigado a ressarcir integralmente o dano aos cofres públicos, com juros e correção monetária, além de pagamento de multa .
Félix entrou com recurso junto ao Tribunal de Justiça para que a ação fosse julgada improcedente, alegando que o pregão, modalidade licitatória adotada, teria sido mais vantajoso. No recurso, a defesa do prefeito argumentou que o pregão garantiu grande economia a municipalidade.
O Tribunal de Justiça, porém, manteve a decisão de primeira instância, em julgamento da 6ª Câmara No acórdão, o relator desembargador José Habice destacou que “os prejuízos ao erário foram comprovados, a sanção foi bem imposta e a sentença deve ser integralmente cumprida". A decisão foi unânime e teve a participação dos desembargadores Evaristo dos Santos e Sidney Romano dos Reis.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

MP denuncia diretoria da Sanasa de Campinas por peculato

Os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo Campinas ofereceram nesta segunda-feira (17) denúncia (acusação formal) à Justiça contra o presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. de Campinas (SANASA), Lauro Péricles Gonçalves; contra Maria de Fátima Barreto Tolentino, diretora administrativo-financeira da autarquia; Carlos Roberto Cavagioni Filho, procurador-jurídico, Luciana Roberta Destri Pimenta, consultora jurídica; e Claudete Aparecida Piton de Moraes Salles, coordenadora da Assessoria Jurídica de Licitações e Contratos da SANASA, e contra o advogado José Luis Mendes de Oliveira Lima.
Todos foram denunciados por peculato (crime cometido por funcionário público que, tendo a posse, em função do cargo, de determinado bem ou valor, particular ou público, dele se apropria, em proveito próprio ou alheio) em razão da contratação, pela SANASA, do escritório de advocacia de José Luis Mendes de Oliveira Lima para, em defesa dos interesses dos dirigentes da SANASA, acompanhar as investigações criminais feitas pelo Gaeco sobre eventuais fraudes havidas em licitações daquela companhia de saneamento, fatos que também são objeto de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara de Campinas.
O escritório de advogacia foi contratado em outubro do ano passado por R$ 360 mil, em procedimento de contratação direta (sem licitação). Para os promotores, a contratação foi uma maneira sofisticada encontrada pelo diretor-presidente e pela diretora administrativo-financeira da Sanasa de
apropriaram-se de dinheiro ou valores públicos, de que tinham a posse em função do cargo, em proveito próprio e alheio.
 “Para maquiarem sua conduta criminosa, foi necessário aos autores trilhar um caminho onde interviriam diversos colaboradores (os funcionários que atuariam ao longo do procedimento de inexigibilidade de licitação, bem como o representante legal do escritório contratado), o que acabou imprimindo ao delito, no caso concreto, certa complexidade, mas que, na essência, como acima frisado, não afasta sua tipificação como peculato”, diz a denúncia, assinada pelos promotores de Justiça Adriano Andrade de Souza e José Cláudio Tadeu Baglio.
De acordo com os promotores, o escritório de advocacia foi escolhido previamente por Lauro Péricles Gonçalves e Maria de Fátima Tolentino. Depois, ambos trataram de dar ares de legalidade à contratação, amparando-a em pareceres jurídicos elaborados por funcionários da SANASA, com atese de que a prestação de serviços advocatícios em prol dos dirigentes da SANASA redundaria em atender aos interesses da própria companhia.
A denúncia afirma que todo o processo de contratação do escritório de advocacia deu-se em apenas dois dias, diante do temor dos dirigentes da Sanana estarem na iminência de serem presos em razão da investigação deflagrada pelo Ministério Público.
Assim, os dirigentes da companhia seriam beneficiados, por usufruírem de uma prestação de serviços pela qual nada pagariam. E também o escritório de advocacia se beneficiaria, ao ampliar sua carteira de contratos de seviço advocatícios, com o correspondente acréscimo de receita, ilicitamente bancado pelos cofres da SANASA”, diz a denúncia.
O juiz Nelson Augusto Bernardes, da 3ª Vara Criminal, determinou, na tarde desta terça-feira (18), a pedido do MP, o sequestro de R$ 266 mil da conta do escritório de advocacia, valor correspondente ao que já foi pago pela Sanasa pela execução do contrato. O juiz também determinou que acompanhia suspenda o pagamento das parcelas futuras.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Governo Federal recuperou R$ 400 milhões desviados por corrupção em 2010

O Governo Federal recuperou na Justiça ao longo de 2010 cerca de R$ 400 milhões que haviam sido desviados dos cofres públicos em esquemas de corrupção. A informação faz parte de um balanço divulgado pela AGU (Advocacia Geral da União) na última sexta-feira. O resgate de recursos representa um aumento de 35% em relação ao ano anterior. Hoje tramitam na Justiça aproximadamente 2.300 processos em que a União busca ressarcimento por ações criminosas.
Em 2010, o Brasil conseguiu a repatriação de U$ 30 milhões desviados no chamado Propinoduto – escândalo descoberto em 2002 no Rio de Janeiro – que estavam na Suiça, além de resgatar obras de arte avaliadas em US$ 4 milhões, que pertenciam ao ex-dono do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira.
A AGU ainda conseguiu a penhora judicial de valores relativos à locação de diversos imóveis do Grupo OK, do ex-senador Luiz Estevão, condenado pelo desvio de R$ 170 milhões na construção do fórum trabalhista de São Paulo. A Justiça determinou, por exemplo, a penhora de 33% do faturamento mensal do Shopping Iguatemi/DF como garantia da execução de dívida.
De acordo com o relatório, o Governo Federal também se livrou neste ano de um passivo que poderia passar de R$ 2 trilhões. A maior parte desse valor se refere a uma ação em que a construtora Mendes Júnior cobrava indenização de mais de R$ 1 trilhão por supostos prejuízos causados na construção da hidrelétrica de Itaparica, em Pernambuco.
O processo, movido contra a Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) foi julgado improcedente pelo TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região).
Execução fiscal
Do total arrecadado para os cofres públicos graças à intervenção judicial da AGU, R$ 11 bilhões se referem a ressarcimentos recebidos por autarquias e fundações publicas, além de arrecadações de contribuições sociais na Justiça do Trabalho.
Sobre a arrecadação de valores inscritos em dívida ativa, trabalho realizado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, órgão da AGU, 2010 deve fechar com saldo superior a R$ 13 bilhões. O balanço também mostra que o estoque de dívida ativa, entre créditos previdenciários e não previdenciários, é de aproximadamente R$ 874 bilhões. 
Ações
O Balanço da AGU também indica que em 2010 foram ajuizadas mais de 31 mil execuções fiscais para rever R$ 781,6 milhões. Os advogados públicos trabalharam em 1.292 ações de ressarcimento, 436 delas decorrentes de fraudes detectadas no INSS.
A AGU também ajuizou ou fez intervenção em 1.062 ações civis públicas e garantiu 2.192 execuções de títulos extrajudiciais, incluindo acórdãos do Tribunal de Contas da União.
Ao STF (Supremo Tribunal Federal) a AGU apresentou 1.688 manifestações e mais de mil informações presidenciais. As ações analisadas e acompanhadas neste Tribunal superam a marca de 6.500 neste ano.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Justiça recebe denúncia do MP e torna réus dirigentes da Bancoop

A juíza Patrícia Inigo Funes e Silva, da 5ª Vara Criminal da Capital, recebeu, nessa quarta-feira (28), a denúncia formulada pelo promotor de Justiça José Carlos Blat contra seis pessoas,  quatro delas dirigentes e ex-dirigentes da Cooperativa Bancoop por crime de formação de quadrilha ou bando, estelionatos e tentativas de estelionato, falsidade ideológica e crime de lavagem de capitais por desvios de recursos no total aproximado de R$ 70 milhões e prejuízo de aproximadamente R$ 100 milhões a cooperados que não receberam suas unidades habitacionais.
Com isso, tornaram-se réus na ação o ex-presidente da Bancoop, João Vaccari; Ana Maria Érnica, diretora-financeira da Cooperativa; Tomás Edson Botelho Fraga, ex-diretor administrativo-financeiro da Bancoop; Leticya Achur Antonio, advogada da Coooperativa; Henir Rodrigues de Oliveira e Helena da Conceição Pereira Lage, ambas sócias de empresas envolvidas no esquema. A juíza também decretou, a pedido do MP, a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Vaccari Neto e de Ana Maria Érnica.
João Vaccari Neto, Ana Maria Érnica, Tomas Botelho foram denunciados por formação de quadrilha, estelionato consumado (1.133 vezes), estelionato tentado (2.362 vezes), falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
A advogada Leticya Achur Antonio foi denunciada por formação de quadrilha, estelionato consumado (1.133 vezes), estelionato tentado (2.362 vezes) e falsidade ideológica. O promotor denunciou Henir Rodrigues de Oliveira e Helena da Conceição Pereira Lage por formação de quadrilha.
O Ministério Público tomou ciência da decisão nesta quinta-feira (28). A juíza indeferiu o pedido de bloqueio de bens de Vaccari Neto, Ana Maria e Tomas Botelho, mas o promotor José Carlos Blat vai reiterar o pedido depois de analisar as informações bancárias e fiscais resultantes da quebra de sigilo.
João Vaccari Neto é tesoureiro do PT.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Assassinado vereador de Analandia que combatia a corrupção

A luta contra a corrupção no país perdeu importante combatente sábado (9). O vereador Evaldo José Nalin (PSDB), de Analândia/SP, foi assassinado a tiros no início da noite, em sua casa. Os disparos foram efetuados por duas pessoas que usaram uma moto para fugir. Segundo a esposa do vereador, os criminosos chegaram atirando, gritaram o nome do político e escrivão de polícia e não lhe deram qualquer chance de defesa.
Embora eleito pelo PSDB, partido do governo municipal, Evaldo José Nalin havia deixado a base de sustentação do prefeito na Câmara de Vereadores. Uma organização não governamental que combate a corrupção em Analândia/SP não tem dúvida de que se trata de crime encomendado. Nalin vinha investigando diversos casos de fraude e superfaturamento em licitações. Um desses casos, segundo a AMASA – Amigos Associados de Analândia/SP, entidade filiada à Rede Amarribo de Controle Social, tinha como foco o transporte do lixo de Analândia para Guatapará/SP.
Além de superestimar a quilometragem percorrida, a empresa usava um funcionário municipal para dirigir o caminhão que transportava o lixo. Enquanto paga para transportar o lixo para Guatapará, a Prefeitura de Analândia mantém sem funcionar um aterro sanitário que jamais recebeu um caminhão de lixo. As licitações para o transporte do lixo são sempre vencidas por pessoa ligada ao grupo político de um ex-prefeito da cidade.
Nalin também investigava possível fraude no último concurso público realizado pela Prefeitura de Analândia. Uma escuta ambiental revela diálogo entre um dos vereadores da base aliada da administração com outro vereador, em que revela a existência de um esquema para aprovar diversos vereadores no concurso. Em troca, deveriam se manter fiéis à administração. A gravação foi enviada à Polícia Federal em Piracicaba e ao Ministério Público do Trabalho em Pirassunga, antes do concurso ser realizado. A divulgação da lista dos aprovados confirmou que os vereadores mencionados na gravação de fato foram aprovados no concurso.
As ameaças contra pessoas que combate a corrupção em Analândia foram comunicadas às autoridades, mas não houve providências efetivas. A casa da ex-presidente da AMASA foi apedrejada. Um comerciante ativista da ONG também foi baleado na cabeça. Ele escapou com vida, mas ficou cego de um olho. Em seguida jogaram ácido na pintura do veículo de uma militante. A entidade agora espera que o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público de São Paulo façam uma operação pente-fino na Prefeitura de Analândia. 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Promotoria propõe ação contra ex-diretores do DETRAN

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital ajuizou ação civil pública (ACP) contra 15 pessoas, entre elas ex-delegados de polícia (diretores do DETRAN),  e um ex-secretário adjunto da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, acusados de cometer atos de improbidade administrativa, ao delegar a terceiros serviços de lacração e emplacamento de veículos no Estado de São Paulo, com renúncia fiscal e prejuízo ao erário e aos cidadãos, no período entre 1994 e 2005. Também são réus na ação as seis empresas beneficias e seus sócios.
As irregularidades foram constatadas no Departamento de Trânsito (DETRAN), na concessão dos serviços de lacração e emplacamento de veículos a terceiros com renúncia do recolhimento da taxa devida, concessão que não poderia ter sido feita da maneira contratada, pois essas atividades fazem parte do Poder de Polícia de trânsito, sendo de responsabilidade dos órgãos e servidores da Administração Pública.
 De acordo com a ação civil pública, o esquema teve início em 1993 com a assinatura de contratos embasados em licitações viciadas por ilegalidades. Ao término desses contratos, novos eram firmados, com as mesmas ilegalidades e sem licitação, quando os réus argumentavam emergência para evitar a descontinuidade dos serviços de fornecimento de lacração, argumento criado artificialmente pelas empresas, agentes públicos e empresários envolvidos na fraude.
As concessões foram todas feitas contrariando decisão de órgãos superiores, inclusive parecer emitido pela Assessoria Jurídica do Governador do Estado à época.
O promotor de Justiça Roberto Antonio de Almeida Costa pede na ACP a nulidade dos contratos, a condenação de todos os réus (agentes públicos, empresas e empresários) por prática de improbidade administrativa, e também que sejam condenados a ressarcir aos cofres públicos os danos causados, além da condenação em danos morais a ser revertido ao Fundo Estadual de Reparação dos Interesses Difusos Lesados.
A ação foi proposta contra o ex-secretário-adjunto de Segurança Pública Luiz Antonio Alves de Souza, os ex-diretores do DETRAN Cyro Vidal Soares da Silva, Enos Beolchi Junior, Orlando Miranda Ferreira, José Francisco Leigo e Manoel Messias Barbosa, as empresas Reprinco, Comepla, Cassa Verre, Huver, Queiroz & Souza Comércio de Placas Automotivas e Placasil, e seus representantes Egídio Boffa, Paulo Abaté, Miguel Sérgio Colagiovanni, Osvaldo Paulo Roberge Martins, Carlos Verre Neto, Humberto Verre, Wagner Luiz Terra Martins, Jasiel Queiroz de Souza e Ilídio de Almeida.

sábado, 25 de setembro de 2010

Justiça defere liminar ao MP e afasta o presidente da Câmara de União Paulista

O Ministério Público obteve liminar da Justiça afastando do cargo o presidente da Câmara Municipal de União Paulista, vereador João Batista Rodrigues.
O afastamento de Rodrigues foi obtido em ação civil pública movida pelo promotor de Justiça de Macaubal, Gilberto Ramos de Oliveira Júnior, na qual é pedida a condenação do presidente do Legislativo por prática de improbidade administrativa.
De acordo com a ação, em fevereiro do ano passado Rodrigues contratou Márcia Cristina da Silva para o cargo comissionado de assessora de Secretaria da Câmara, com a condição de que ela repassasse para ele parte de seus vencimentos.
Logo depois de assumir o cargo, Márcia foi obrigada a comparecer à agência do Banco Nossa Caixa da cidade de Poloni e a contrair em seu nome um empréstimo no valor de R$ 4,7 mil, para ser pago em 24 parcelas no valor de R$ 293,19, descontadas diretamente em sua folha de pagamento.
O dinheiro do empréstimo foi então levado ao tesoureiro da Câmara, que, na companhia de Márcia, entregou o valor a Rodrigues, no açougue de sua propriedade em União Paulista, na região de São José do Rio Preto.
No final de abril do ano passado, o vereador providenciou a quitação do empréstimo e Márcia foi exonerada um mês depois.
Nessa quinta-feira, o juiz Fabiano Rodrigues Crepaldi deferiu a liminar pedida pelo MP e determinou o afastamento do presidente da Câmara até o próximo dia 31 de dezembro. Na decisão, o juiz destaca que “o poder hierárquico conferido ao requerido [Rodrigues] decorrente do Comando do Poder Legislativo Municipal e o inevitável contato direto com os demais servidores, todos seus subordinados, que serão provavelmente testemunhas no processo, são fatores que recomendam o afastamento liminar do Presidente da Câmara”.
Na ação, o promotor pede que, ao final, o vereador seja condenado a ressarcir aos cofres públicos o valor total recebido pela funcionária Márcia Cristina da Silva quando ela ocupou cargo comissionado na Câmara, bem como sua condenação por ato de improbidade administrativa, incluindo a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Corrupção custa R$ 69 bi por ano ao País

A corrupção tem um custo médio anual para o Brasil entre R$ 41,5 bilhões a R$ 69,1 bilhões. Foi o que revelou o ministro Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, na palestra de encerramento do I Congresso do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo, sábado, no Hotel Intercontinental. Durante três dias e meio, o evento debateu a defesa do Patrimônio Público e o combate à corrupção.
Herman Benjamin enfatizou, em sua palestra, os efeitos sociais da corrupção no Brasil. Ele destacou que o dinheiro público desviado em apenas um ano seria suficiente para elevar dos atuais 34 milhões para 51 milhões de alunos matriculados na rede pública de ensino. Na saúde, com o dinheiro anual da corrupção seria possível praticamente dobrar o número de leitos hospitalares do SUS em apenas um ano, contabilizou.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MP-SP revela desvios de R$ 280 milhões em verba de merenda

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) revelou que funcionários de 35 prefeituras receberam nos últimos dois anos cerca de R$ 280 milhões em propinas num esquema de desvio de verbas públicas da merenda escolar. Segundo o Ministério Público, são prefeituras em várias partes do país, inclusive a de São Paulo. O suposto esquema da merenda escolar se originou em 2001, dizem os promotores, e envolve seis empresas terceirizadas, que forneciam alimentação para colégios municipais. Elas seriam beneficiadas fraudulentamente nas licitações das prefeituras. Os promotores investigam quem são os funcionários municipais beneficiados. Suspeitam até de prefeitos e secretários.

Informações obtidas no jornal Folha de S. Paulo

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

secretaria de Administração de Rio Preto apura desfalque

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Rio Preto, Carlos de Arnaldo, vai pedir ao prefeito Valdomiro Lopes (PSB) a contratação de auditoria externa para apurar o desfalque financeiro provocado pelo ex-chefe do Departamento de Fiscalização do Comércio Ambulante Valdir Piacenti, acusado de desviar dinheiro do setor. O objetivo com a auditoria é investigar ainda se outros três fiscais do mesmo departamento, também suspeitos de ações irregulares, atuaram em conjunto com Piacenti. A decisão de Carlos de Arnaldo foi tomada ontem. O secretário, que antes defendia o ex-chefe de fiscalização dos camelôs, analisou a sindicância da Secretaria de Administração que constatou o desvio de recursos.
Além de Piacenti, outros três fiscais do setor são alvos de investigação da Prefeitura de Rio Preto, que instaurou processo administrativo contra todos eles. O ex-chefe da fiscalização foi o único afastado das ruas. O ex-chefe da fiscalização foi denunciado à Polícia Civil pelos vereadores Marco Rillo (PT) e Pedro Roberto (Psol). De acordo com os parlamentares, Piacenti cobrava a taxa especial para liberar o trabalho de ambulantes nas ruas de Rio Preto e não repassava o dinheiro para a Prefeitura. Na ocasião da denúncia, os vereadores acompanharam a ofensiva de policiais para flagrar a prática irregular.

terça-feira, 22 de junho de 2010

MP pede força-tarefa para investigar fraudes no Detran envolvendo delegados paulistas

O MP (Ministério Público) estadual solicitou a instalação de uma força-tarefa para investigar as denúncias de fraudes no processo de licitação e execução de contratos para emplacamento de veículos pelo Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), de acordo com nota divulgada na última segunda-feira (21/6). A investigação será feita pelo Ministério Público de São Paulo.
Um inquérito da Corregedoria da Polícia Civil de SP, segundo notícia publicada ontem pelo jornal O Estado de São Paulo, concluiu que há indícios de dez tipos de crimes envolvendo 162 delegados em um esquema fraudulento nos contratos de emplacamento feitos pelo Detran-SP. Este seria o caso com o maior número de delegados investigados na história da polícia paulista.
A Secretaria de Segurança Pública informou, por meio da assessoria de imprensa, que a Corregedoria da Polícia Civil não se manifestará sobre o caso.

MP denuncia envolvidos no “mensalinho” do Guarujá

O Ministério Público do Guarujá ofereceu denúncia contra o ex-prefeito Farid Said Madi e mais 11 pessoas. Eles são acusados de formação de quadrilha e corrupção por terem participado de esquema de compra de votos na Câmara dos Vereadores da cidade.
A denúncia foi feita apresentada pelo promotor de Justiça André Luiz dos Santos, e já foram alvo de ação civil pública por improbidade administrativa, em outubro de 2006, que resultou no afastamento dos oito vereadores envolvidos. O andamento dos dois processos é independente.
São acusados de corrupção ativa, além do ex-prefeito, seu ex-assessor Ysam Said Madi, o ex-secretário Antônio Addis Filho e os ex-vereadores Gilson Fidalgo Salgado e José Nilton Lima de Oliveira e, de corrupção passiva, os ex-vereadores Honorato Tardelli Filho, Joaci Cidade Alves, Marcos Evandro Ferreira, Mário Lúcio da Conceição, Nilson de Oliveira Fontes, Sirana Bosokian e Helder Saraiva de Albuquerque. Todos eles responderão também por formação de quadrilha e terão dez dias para apresentar defesa.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Em Bauru, procurador pede auditoria em empréstimo milionário da CEF

O procurador da República Pedro Antonio de Oliveira Machado representou ao comando da Caixa Econômica Federal (CEF), em Brasília, pedindo a realização de auditoria sobre o empréstimo de R$ 16 milhões concedido à Associação Hospitalar de Bauru (AHB) no final de 2008. O Ministério Público Federal (MPF) questiona as circunstâncias da aprovação do financiamento e as condições jurídicas e financeiras aceitas pelo banco federal para fazer a liberação.
A apuração, segundo a assessoria de imprensa da CEF Bauru, será avaliada pela instância superior, na Capital federal. Ontem, a assessoria não conseguiu informar a posição do Jurídico do banco federal acerca das indagações do MPF. O procurador questiona que a CEF precisa explicar com base em que critérios foram liberados os R$ 16 milhões.
Um dos pontos contestados por Pedro Machado é que a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) tem dívidas com encargos sociais de milhões de Reais e um passivo a descoberto de pelo menos R$ 90 milhões. Em razão da péssima situação financeira, confirmada em balanço, o MPF quer que a auditoria identifique se os requisitos exigidos para financiamentos desse porte foram atendidos.

O MPF ainda lembra que os R$ 16 milhões foram liberados para pagamento em 60 meses, enquanto que o mandato de Joseph Saab à frente da presidência da AHB tinha duração de dois anos. Com isso, o procurador levanta que o próprio estatuto da associação, entidade filantrópica, impediria a celebração de contratos que gerem dívida para gestões futuras.
Mas, independentemente da aprovação interna, junto a conselheiros da AHB, o MPF ainda pede que a auditoria posicione sobre elementos como a garantia aceita pela CEF para liberar o recurso. O banco aceitou a retenção de repasses de convênio de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), firmado entre Estado e AHB, como garantia, no caso de inadimplência.
Por esta razão, o representante do MPF contesta a anuência dada pelo secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, ao financiamento. “O empréstimo não é ato ordinário da gestão da Secretaria Estadual de Saúde e a anuência garantiu repasses para manutenção e operação da AHB sobre compromissos do futuro”, levanta a representação.
Em outro procedimento, a Procuradoria Regional da República, sede São Paulo, está instaurando representação contra o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). O procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado acusa o deputado bauruense de ter cometido falso testemunho em favor de Jospeh Saab na ação penal, cuja sentença em primeira instância foi revelada ontem pelo JC (condenação do ex-presidente da AHB a cinco anos e cinco meses de prisão por estelionato na compra fraudulenta de equipamentos hospitalares junto à Cardiosul Comercial).
Na sentença em que Saab e Rocha foram condenados por estelionato, o juiz federal Lemos Filho observou que os depoimentos das testemunhas Célio Parisi, Zarcillo Barbosa e Pedro Tobias, que depuseram a favor de Saab, são contrários aos documentos obtidos nos autos. Ele pediu ao MPF rigorosa apuração do crime de falso testemunho.
Segundo o MPF, Tobias, o jornalista Zarcillo Barbosa e o advogado Célio Parisi prestaram depoimentos com a intenção de favorecer Saab em uma possível absolvição. Ele também considera que os três devem responder por eventual prática de crime de falso testemunho por afirmar, em depoimento ao Judiciário, que Jospeh Saab não participou do esquema de compra superfaturada dos equipamentos junto à Cardiosul, em 1993.
Em seu depoimento ao juízo na ação penal do caso Cardiosul, Tobias ainda disse recordar de “um grupo de pessoas vindo de Brasília para oferecer ao hospital dois milhões de reais, de um fundo perdido” e que a “aquisição dos equipamentos hospitalares foi feita pelo próprio grupo que veio de Brasília”.
Pedro Machado aborda que, com isso, o deputado estadual afirmou em juízo que pessoas de Brasília é que foram responsáveis pelo superfaturamento. “Ele tentou ajudar o Saab, assim como o Zarcillo Barbosa e Célio Parisi. Os três disseram que o Saab era pessoa ilibada e que ‘pessoas de Brasília é que fizeram tudo’. Mas a ação penal mostrou com provas que o Saab comandou tudo e cometeu fraude e foi condenado. Isso implica em responder por falso testemunho”, menciona o procurador.
Em razão do foro privilegiado, a representação contra Tobias foi encaminhada à Procuradoria Regional da República. Já as representações contra Zarcillo Barbosa e Célio Parisi resultaram em instauração de procedimento em Bauru, no próprio MPF.
O promotor federal Fábio Bianconcini Freitas disse que vai avaliar se os depoimentos prestados pelos três em favor de Saab, de novembro de 2008 e março de 2009, exigem inquérito pela Polícia Federal ou são suficientes para o oferecimento de denúncia ou, se não houver indícios de crime, de arquivamento.
Zarcillo Barbosa repetiu, em juízo, que a liberação da verba e dos equipamentos (caso Cardiosul) foram feitas pelo próprio Ministério da Saúde e que a documentação veio pronta da Capital federal. Célio Parisi testemunhou na mesma direção, reafirmando que Saab é pessoa de reputação ilibada.
Pedro Tobias disse, ontem, que vai se pronunciar sobre a representação somente quando tomar conhecimento do processo. Célio Parisi argumentou que não participou da gestão do hospital, mas reafirmou que só respondeu às perguntas feitas pelo juiz na ação penal. “Eu me resumi a responder às perguntas em juízo, eu fui arrolado e não pedi para ser testemunha. Prestei depoimento e disse o que eu ouvi e o que sabia. Não existe falso testemunho quando o testemunho não é suficiente para produzir efeito sobre a ação. Não pratiquei nada de errado”, comentou. Zarcillo Barbosa não foi localizado, após várias ligações.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O ex-presidente da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) é codnenado a cinco anos

O ex-presidente da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) Joseph Georges Saab e o responsável pela empresa Cardiosul Comercial Ltda, de Florianópolis (SC), Jonas Florêncio da Rocha, foram condenados, em primeira instância, a cinco anos e 10 meses de prisão em regime fechado por fraude em licitação e superfaturamento na compra de equipamentos feita em 1993. A Justiça também decretou o arresto (bloqueio) de bens contra os sentenciados para cobrir futura execução, com a aplicação de multa equivalente a 181 salários mínimos (R$ 92,3 mil) cada um.
O episódio, conhecido como "Caso Cardiosul", é o mesmo que gerou a condenação de Saab pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com aplicação de multa atualizada de R$ 4 milhões contra ele, ainda em 2008. O valor foi pago em fevereiro de 2008 por Saab, mas com dinheiro vindo do empréstimo de R$ 16 milhões realizado pela AHB junto à Caixa Econômica Federal (CEF). A quitação de multa pessoal com dinheiro vindo de financiamento público integra as investigações da Operação Odontoma (leia mais na página 5), desencadeada em outubro de 2009 e que levanta outras denúncias de irregularidades contra a gestão de Saab à frente da AHB. “Verifica-se dano ao patrimônio público no emprego de verbas da Saúde obtidas mediante fraude com valor ressarcido (da multa) com dinheiro também do Estado”, destaca a sentença.
Joseph Saab poderá recorrer da condenação da 1ª Vara da Justiça Federal de Federal em liberdade. No processo criminal, o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho decide que Saab praticou falsificação de documentos para firmar convênio com o Ministério da Saúde, realizou a compra de equipamentos de segunda mão, boa parte com defeito, praticou fraude à licitação, recebeu notas fiscais nulas e superfaturou a operação, no ano de 1993.
As irregularidades sustentadas na denúncia feita pela Procuradoria da República foram confirmadas tanto em auditoria do Tribunal de Contas da União, quanto por inquérito policial e apuração pela Divisão Regional de Saúde (na época DIR-X), enfatiza a sentença do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho.
O caso Cardiosul já havia levado o Judiciário a confirmar irregularidades na compra de equipamentos pela AHB, com a apuração de ocorrência de uso de documentos falsos e de falsidade ideológica para a obtenção de recursos junto ao Fundo Nacional de Saúde (FNS). Agora, a Justiça sentencia o ex-presidente da AHB por fraude à licitação e superfaturamento na utilização de verba pública.

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sábado, 29 de maio de 2010

MP recebe novas denúncias da atual administração de Sarapuí

O Ministério Público recebeu novas denúncias da atual administração de Sarapuí. Nos documentos entregues, há supostas irregularidades na contratação de empresas e serviços. De acordo com o promotor, se confirmados os fatos, o prefeito afastado, César Dinamarco Corsi, pode até ser irá pra cadeia.
Pelo que consta nos empenhos da Prefeitura, quase R$ 70 mil foram gastos para reformar a sede do CRAS, Centro de Referência e Assistência Social. De fato, o piso foi trocado. Mas, as janelas continuam enferrujadas, os vidros quebrados e as paredes rebocadas, sem pintura.
Pelos registros, ainda foram gastos R$ 20 mil para plantar grama no aterro sanitário O serviço, aparentemente, não foi feito. O que há são catadores, sem luvas, sem máscaras e sem qualquer tipo de proteção. Os documentos mostram que somente este ano, R$ 30 mil foram pagos para uma empresa coletar o lixo da cidade. O que seria desnecessário na opinião do atual chefe de gabinete Sebastião Vieira Cassiano Filho.
A empresa que recebeu dinheiro para coletar o lixo é a Forja Segurança, de Maik Nelson de Camargo. Mas, pelo Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, ela deveria atuar no ramo de comércio varejista.
O prefeito cassado César Dinamarco Corsi é acusado de improbidade administrativa. Todas essas denúncias mostradas foram apresentadas pelo novo prefeito, Ari Vieira da Silva, à promotoria criminal de Itapetininga depois que Dinamarco deixou o cargo. A justiça ainda vai analisar as provas, mas existe até a possibilidade dele ser preso.
De janeiro a abril deste ano, quase R$ 160 mil foram pagos para uma empresa que deveria ter realizado serviços gerais no município, como plantio de grama e limpeza das ruas. A Forseg Portaria Limitada, que recebeu a quantia, porém deve prestar apenas serviços de apoio a edifícios, segundo a Receita Federal.
A atual administração não encontrou nenhuma licitação ganha pela empresa, já que o valor repassado foi muito acima dos oito mil reais permitidos por lei, para que não haja processo licitatório.
A equipe do Tem Notícias procurou mais uma vez o prefeito cassado, César Dinamarco Corsi, na casa e na empresa dele. Ele não estava. Foi encontrado apenas o cavalo de aço inox, de R$ 15 mil, pago com o dinheiro da Prefeitura, e que deveria estar no gabinete do prefeito.
Depois que a reportagem foi feita, duas pessoas foram até a sede da TV Tem de Itapetininga. Uma delas se identificou como Fábio, irmão de Maik Nelson de Camargo, o dono da Forja Segurança. Foi gravada toda a conversa por um telefone celular.
Fábio de Camargo e o outro funcionário da empresa, Lede de Campos Corrêa, foram ouvidos pela Polícia Civil de Itapetininga na manhã desta sexta-feira. Eles negaram ter feito qualquer tipo de pressão para que a TV TEM exibisse a reportagem. Lede, que trabalha na penitenciária de Itapetininga, já tem passagem por tráfico de drogas e receptação.

Justiça deve julgar até segunda o pedido de liminar dos advogados da Prefeitura de Sarapuí

Até a próxima segunda-feira a justiça deve julgar o pedido de liminar dos advogados da Prefeitura de Sarapuí para anular a quarta cassação de César Dinamarco Corsi. O prefeito cassado foi procurado na empresa dele, uma distribuidora de água potável. A informação é de que ele está viajando.
Desde que foi cassado pela primeira vez, em outubro de 2009, César Dinamarco Corsi não gravou nenhuma entrevista para falar sobre as denúncias. Ele é acusado de improbidade administrativa. Desde então, uma batalha tem sido travada na justiça.
Foram quatro comissões processantes, quatro votações que cassaram o prefeito por unanimidade e quatro liminares que mantiveram César Dinamarco Corsi no cargo. Quando os advogados entraram com a quinta liminar, o juiz voltou atrás e negou o recurso.
De imediato o vice-prefeito assumiu e provocou um rebuliço no executivo. Mais de cem pessoas foram dispensadas e praticamente toda a equipe da Prefeitura será reestruturada.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

TJ nega recurso e mantém condenação de vereador de Baurú

A 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação do vereador Renato Purini (PMDB) pela contratação irregular de uma assessora, em 2001.
Na época, o vereador, em seu primeiro mandato, teria contratado Mariucha Lima para trabalhar em seu gabinete, mas quem exercia as funções de fato era seu pai, Lásaro Ferreira Lima.
A Justiça considerou “viciada pela improbidade administrativa” a nomeação de Mariucha para a assessoria parlamentar.
O atual vereador peemdebista foi condenado solidariamente com a suposta assessora, em primeira instância, a ressarcir aos cofres públicos todos os salários recebidos por Mariucha durante os quatro meses em que esteve nomeada por Purini. Na época, um assessor ganhava cerca de R$ 1,2 mil. Com os encargos, o valor passa de R$ 7 mil.
Além disso, ambos foram condenados a pagar, também em conjunto, 20 vezes o valor da remuneração recebida pela assessora na época. Com isso, o valor inicial para pagamento dos dois condenados em primeira instância passa dos R$ 31 mil.
Esse valor deve chegar perto dos R$ 50 mil com as correções monetárias da inflação desde o ano da suposta irregularidade cometida, em 2001. Como a sentença é de segunda instância, ainda cabe recurso dos dois contra a decisão.