O deputado federal Vadão Gomes (PP), que tem base eleitoral na região de Rio Preto, é o parlamentar paulista que mais faltou de sessões da Câmara dos Deputados entre os anos de 2007 e 2011. Das 422 sessões deliberativas realizadas no período ele não compareceu em 199, que equivale a um índice de ausência de 47,2%. No ranking geral - que avaliou todos os deputados federais do País - divulgado ontem pela Organização Não Governamental (ONG) Congresso em Foco, Vadão é terceiro parlamentar que mais faltou, atrás apenas de Nice Lobão (DEM-AM) e Jader Barbalho (PMDB-PA). A ONG Congresso em Foco analisou o desempenho de 87 deputados federais paulistas, sendo 17 suplentes, que assumiram vagas no decorrer da legislatura. Também com base eleitoral na região, Júlio Semeghini (PSDB) aparece como 17º deputado federal paulista que mais faltou das sessões legislativas. Ele deixou de comparecer em 87 sessões das 422 realizadas. O índice de faltas do tucano chegou a 20,6%. Reeleito, Semeghini foi convidado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para assumir a Secretaria de Gestão. Semeghini justificou todas as faltas. O deputado federal reeleito João Dado (PDT), que mantém reduto em Votuporanga, ocupa a 31ª colocação no ranking. O pedetista faltou a 65 sessões. Todas as faltas do parlamentar também foram justificadas. O deputado federal Regis de Oliveira (PSC), de Monte Aprazível, ocupa a 41ª colocação no ranking de faltas das sessões da Câmara. O parlamentar, que também dará adeus ao Congresso em fevereiro, já que não conseguiu ser reeleito no ano passado, faltou a 52 sessões das 422 realizadas no período de 2007 a 2011. Ele justificou 31 ausências. O índice de falta de Regis bateu a casa dos 12,3%.
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Entre os deputados da região de Rio Preto, bens de Vadão Gomes, deputado pelo PP, crescem 438% em 4 anos
O deputado federal Vadão Gomes (PP) é o político da região de Rio Preto que apresentou maior evolução patrimonial entre as eleições de 2006 e 2010. O crescimento de bens dele e de outros 11 candidatos a deputado federal na região consta da base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os bens de Vadão Gomes (PP), que tenta a reeleição, tiveram reajuste de 438%. Na eleição passada, o patrimônio do parlamentar estava avaliado em R$ 35,7 milhões. Atualmente, os bens do deputado somam R$ 192 milhões.
A maior diferença está no valor da Fazenda Aparecida, em Estrela d’Oeste, que em 2006 foi avaliada em R$ 100 mil. Neste ano, Vadão declarou que ela vale R$ 100 milhões. Por meio da sua assessoria, o deputado contestou os números divulgados pela Justiça Eleitoral. Segundo a versão dos assessores, em 2006 a propriedade já valia R$ 100 milhões. Porém não é este o valor que foi declarado ao TSE.
A assessoria do candidato disse ainda que o aumento no capital do Frigorífico Estrela, que saltou de R$ 9,8 milhões para R$ 61,7 milhões, corresponde a uma reavaliação dos bens de Vadão feita anualmente. O mesmo ocorreu com o capital da empresa Vadão Transporte, que aumentou de R$ 1,4 milhão para R$ 16,9 milhão. “Essa reavaliação é um procedimento de rotina”, afirmou a assessoria do deputado.
O médico Eleuses Paiva, candidato a deputado federal pelo DEM, registrou acréscimo de R$ 1,2 milhão em seu patrimônio, que corresponde a um aumento de 19%. Em 2006, ele havia declarado bens no valor de R$ 6,4 milhões. Já neste ano o candidato acumula R$ R$ 7,6 milhões. A principal novidade na declaração de bens atual do médico é um apartamento em São Paulo, avaliado em R$ 520 mil.
Já os bens do deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM), que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados, saltaram de R$ 3,3 milhões para R$ 4,3 milhões. As cotas de capital da empresa Centroeste Agropecuária, que apareceram zeradas em 2006, foram avaliadas em R$ 1,9 milhão neste ano. O deputado federal Julio Semeghini (PSDB), que tenta reeleição, declarou patrimônio de R$ 1,9 milhão em 2006. Agora, os bens do tucano somam R$ 2,7 milhão.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) de Jales denunciou Vadão por propaganda eleitoral antecipada. O deputado distribuiu convites para a inauguração do Hospital do Câncer de Jales. Para o MPE, o material serviu para promover o deputado, em período no qual a propaganda eleitoral ainda não era permitida. Se ficar comprovada a irregularidade, Vadão poderá ser multado em até R$ 21 mil. (Diário da Região)
Os bens de Vadão Gomes (PP), que tenta a reeleição, tiveram reajuste de 438%. Na eleição passada, o patrimônio do parlamentar estava avaliado em R$ 35,7 milhões. Atualmente, os bens do deputado somam R$ 192 milhões.
A maior diferença está no valor da Fazenda Aparecida, em Estrela d’Oeste, que em 2006 foi avaliada em R$ 100 mil. Neste ano, Vadão declarou que ela vale R$ 100 milhões. Por meio da sua assessoria, o deputado contestou os números divulgados pela Justiça Eleitoral. Segundo a versão dos assessores, em 2006 a propriedade já valia R$ 100 milhões. Porém não é este o valor que foi declarado ao TSE.
A assessoria do candidato disse ainda que o aumento no capital do Frigorífico Estrela, que saltou de R$ 9,8 milhões para R$ 61,7 milhões, corresponde a uma reavaliação dos bens de Vadão feita anualmente. O mesmo ocorreu com o capital da empresa Vadão Transporte, que aumentou de R$ 1,4 milhão para R$ 16,9 milhão. “Essa reavaliação é um procedimento de rotina”, afirmou a assessoria do deputado.
O médico Eleuses Paiva, candidato a deputado federal pelo DEM, registrou acréscimo de R$ 1,2 milhão em seu patrimônio, que corresponde a um aumento de 19%. Em 2006, ele havia declarado bens no valor de R$ 6,4 milhões. Já neste ano o candidato acumula R$ R$ 7,6 milhões. A principal novidade na declaração de bens atual do médico é um apartamento em São Paulo, avaliado em R$ 520 mil.
Já os bens do deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM), que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados, saltaram de R$ 3,3 milhões para R$ 4,3 milhões. As cotas de capital da empresa Centroeste Agropecuária, que apareceram zeradas em 2006, foram avaliadas em R$ 1,9 milhão neste ano. O deputado federal Julio Semeghini (PSDB), que tenta reeleição, declarou patrimônio de R$ 1,9 milhão em 2006. Agora, os bens do tucano somam R$ 2,7 milhão.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) de Jales denunciou Vadão por propaganda eleitoral antecipada. O deputado distribuiu convites para a inauguração do Hospital do Câncer de Jales. Para o MPE, o material serviu para promover o deputado, em período no qual a propaganda eleitoral ainda não era permitida. Se ficar comprovada a irregularidade, Vadão poderá ser multado em até R$ 21 mil. (Diário da Região)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Em Rio Preto, juiz condena deputado à perda de mandato
O juiz substituto da 1ª Vara da Justiça Federal de Rio Preto, Roberto Polini, condenou o deputado federal Vadão Gomes (PP) à perda do mandato no escândalo de desvio de verbas do Ministério da Agricultura que ficou conhecido como “caso Denacoop.” Vadão também foi condenado à perda dos direitos políticos por cinco anos, ao pagamento de R$ 10 mil em multas, à devolução aos cofres públicos, junto com os outros três condenados, de R$ 76,5 mil (valor não corrigido) e à proibição de receber incentivos fiscais por suas empresas, que inclui o Frigoestrela, frigorífico em Estrela d’Oeste. Apesar da condenação, a punição a Vadão é suspensa enquanto tramitarem eventuais recursos ao Tribunal Regional Federal (TRF). No entanto, caso a condenação seja mantida pelo TRF, ele pode se tornar inelegível, conforme o projeto “ficha suja” sancionado na última semana pelo presidente Lula. Além dele, foram condenados por improbidade administrativa o ex-assessor de Vadão, Jonas Martins de Arruda, o ex-presidente do Sindicato Rural de Urupês José Silvestre Ettruri e o espólio do ex-prefeito de Urupês, José Roberto Perosa Ravagnani, o Zé Ito, morto em agosto de 2008.
O caso começou a ser investigado no fim dos anos 1990 pelo Ministério Público Federal, autor da ação civil pública que resultou na atual condenação. No esquema, entidades solicitavam recursos ao Departamento Nacional de Cooperativismo e Associativismo (Denacoop), ligado ao Ministério da Agricultura, por meio de Jonas, então assessor do deputado Vadão. Em troca, ele exigia “propina” equivalente a 10% do valor repassado. Na prestação de contas ao governo federal, eram apresentadas notas fiscais frias. Entre 1994 e 1996, foram celebrados convênios com 42 entidades da região, no total de R$ 3 milhões. O caso julgado pela 1ª Vara da Justiça Federal se refere a um convênio celebrado em 1995 entre o Denacoop e o Sindicato Rural de Urupês. O departamento liberou R$ 76,5 mil para “cursos sobre o cultivo da goiabeira, técnicas de pós-colheita e acondicionamento de frutas.” A verba, no entanto, foi desviada: R$ 36,5 mil foram para o assessor de Vadão e R$ 9,5 mil para a conta bancária de Zé Ito. O restante foi empregado na festa do peão local e na Feira Nacional da Goiaba (Fenago), onde, segundo o MPF, havia cartazes com menção ao deputado federal. Vadão chegou a ir até o sindicato em Urupês tratar da liberação dos recursos, conforme consta da sentença a que o Diário teve acesso. O caso tramita sob segredo de Justiça. "Etivaldo (primeiro nome de Vadão) beneficiou-se indevidamente com o mau uso de verbas públicas e contribuiu para o desvio e o malbaratamento dos recursos públicos”, escreve o juiz na sentença.
Todos foram condenados a devolver solidariamente R$ 76.520,92, a serem corrigidos monetariamente desde dezembro de 1995. Com relação aos direitos políticos, Ettruri foi condenado à mesma pena de Vadão. Já Jonas Martins de Arruda terá de pagar multa de R$ 20 mil, e teve os direitos políticos suspensos por oito anos. O espólio de Zé Ito foi condenado a multa de R$ 20 mil. (Diário da Região)
O caso começou a ser investigado no fim dos anos 1990 pelo Ministério Público Federal, autor da ação civil pública que resultou na atual condenação. No esquema, entidades solicitavam recursos ao Departamento Nacional de Cooperativismo e Associativismo (Denacoop), ligado ao Ministério da Agricultura, por meio de Jonas, então assessor do deputado Vadão. Em troca, ele exigia “propina” equivalente a 10% do valor repassado. Na prestação de contas ao governo federal, eram apresentadas notas fiscais frias. Entre 1994 e 1996, foram celebrados convênios com 42 entidades da região, no total de R$ 3 milhões. O caso julgado pela 1ª Vara da Justiça Federal se refere a um convênio celebrado em 1995 entre o Denacoop e o Sindicato Rural de Urupês. O departamento liberou R$ 76,5 mil para “cursos sobre o cultivo da goiabeira, técnicas de pós-colheita e acondicionamento de frutas.” A verba, no entanto, foi desviada: R$ 36,5 mil foram para o assessor de Vadão e R$ 9,5 mil para a conta bancária de Zé Ito. O restante foi empregado na festa do peão local e na Feira Nacional da Goiaba (Fenago), onde, segundo o MPF, havia cartazes com menção ao deputado federal. Vadão chegou a ir até o sindicato em Urupês tratar da liberação dos recursos, conforme consta da sentença a que o Diário teve acesso. O caso tramita sob segredo de Justiça. "Etivaldo (primeiro nome de Vadão) beneficiou-se indevidamente com o mau uso de verbas públicas e contribuiu para o desvio e o malbaratamento dos recursos públicos”, escreve o juiz na sentença.
Todos foram condenados a devolver solidariamente R$ 76.520,92, a serem corrigidos monetariamente desde dezembro de 1995. Com relação aos direitos políticos, Ettruri foi condenado à mesma pena de Vadão. Já Jonas Martins de Arruda terá de pagar multa de R$ 20 mil, e teve os direitos políticos suspensos por oito anos. O espólio de Zé Ito foi condenado a multa de R$ 20 mil. (Diário da Região)
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