Mostrando postagens com marcador assassinato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador assassinato. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MP denuncia 7 pela morte do prefeito de Jandira

O Ministério Público ofereceu, nesta segunda-feira (14), denúncia (acusação formal) à Justiça contra sete pessoas acusadas da morte do prefeito de Jandira, Braz Paschoalin, assassinado na manhã do dia 10 de dezembro do ano passado, quando chegava à Rádio Astral. O atentado ainda feriu o motorista Wellington Martins dos Santos.
Foram denunciados como mandantes do crime dois ex-secretários municipais, Sérgio Paraizo e Wanderley Lemes de Aquino, além de Anderson Luiz Elias Muniz, o “Ganso”, ex-candidato a vereador no município. Também foram denunciados Adilson Alves de Souza, o “Alemão” ou “Dilsinho”, Lázaro Teodoro Faustino, o “Lazinho”, Lauro de Souza, o “Negão”, e o ex-policial militar Robson da Silva Lobo.
De acordo com a denúncia oferecida pelo promotor de Justiça Neudival Mascarenhas Filho, que integra o Núcleo São Paulo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Braz Paschoalin foi morto porque havia demitido o secretário de Governo Sérgio Paraizo, seu antigo colaborador, e estava se desentendendo com o secretário de Habitação, Wanderley Lemes de Aquino, que também pretendia demitir do cargo.
Ainda segundo a denúncia, havia vários esquemas de corrupção na Prefeitura, envolvendo desvios de dinheiro público, licitações fraudulentas, superfaturamento e nomeação de funcionários fantasmas. Para assumir o controle desses esquemas na Prefeitura, os secretários Wanderley Aquino e Sérgio Paraíso e Anderson Muniz, em conjunto com Anderson Muniz, tramaram a morte do prefeito Braz Paschoalin e contrataram Robson, Alemão, Lazinho e Negão para executarem o crime.
Robson, um ex-policial militar, ficou encarregado de arrumar as armas para o crime e foi flagrado na véspera do assassinato recebendo grande quantia em dinheiro, que repassou para uma terceira pessoa. Na mesma noite, ele se encontrou com Alemão.
As investigações apontaram que o carro onde estavam o prefeito e o motorista foi interceptado por um veículo Polo ao chegar à emissora de rádio. Adilson e Lázaro desceram do Polo e fizeram vários disparos que mataram o prefeito e feriram o motorista.
Seguidos por Lauro de Souza, que lhes dava cobertura, os dois fugiram até a Estrada das Pitas, onde entregaram as armas para um homem que estava em um veículo de cor prata. Pouco depois, a polícia localizou na estrada um Ford Focus prata e prendeu Adilson e Lázaro nas proximidades.
Todos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado (mediante paga ou promessa de recompensa; à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime) e por tentativa de homicídio.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Operação do MP e da Polícia Civil prende suspeito da morte de vereador em Analândia

O Ministério Público, policiais civis do GARRA de Rio Claro e do GOE (Grupo de Operações Especiais) de Piracicaba, juntamente com agentes da Secretaria da Fazenda e técnicos do CAEX, órgão técnico do MP, realizaram nesta quarta-feira (10) uma operação para apuração de vários crimes na cidade de Analândia, a 247 Km da Capital.
Na operação, foi preso Luiz Carlos Perin, conhecido como "Chiba”, que estava com prisão temporária decretada pelo juízo de Itirapina por ameaçar testemunhas e atrapalhar as investigações policiais sobre o assassinato do vereador Evaldo José Nalin, ocorrido no dia 9 de outubro. Ele é um dos suspeitos do crime. Nalin estava fazendo uma série de denúncias sobre improbidade administrativa cometida pelo ex-prefeito e atual chefe de gabinete do Executivo local, José Roberto Perin, irmão de “Chiba”.
Na casa de “Chiba” foram apreendidas na casa de Perin, armas, cartucheiras, mais de 100 projéteis de vários calibres e munições de uso restrito, além de uma mira telescópica. Tudo foi encaminhado para análise da documentação, já que ele apresentou certificado de colecionador de armas.
Na residência também foram encontrados quatro rádios HT’s, sem licença da Anatel, vários panfletos veiculando venda de drogas com entrega a domicílio, e uma bomba caseira. A polícia vai investigar se a bomba tem semelhança com a que explodiu há duas semanas na frente da Câmara Municipal, cujo presidente renunciou, por se sentir ameaçado.
Na operação também foram vistoriados postos de combustíveis que pertenceriam a suspeitos da morte do vereador. Um dos postos foi lacrado, por comercializar álcool adulterado.

domingo, 17 de outubro de 2010

Homens invadem casa e matam dono de jornal de Ibitinga-SP

O jornalista Wanderlei dos Reis, de 42 anos, foi baleado na noite de ontem por três homens armados dentro da própria casa, no centro de Ibitinga (SP). Ferido, ele morreu na manhã de hoje. Reis era dono do Jornal Popular News, uma publicação periódica e gratuita na cidade, voltado basicamente para a política. A Polícia Civil investiga o caso e ainda não tem pistas sobre a autoria do crime.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), durante a noite de ontem, Moisés Fernandes da Silva, de 20 anos, que morava na mesma casa com o jornalista, escutou um homem chamando por Reis. Ao sair no portão, encontrou três homens que o seguiram e fizeram ele e o jornalista reféns dentro de um quarto. Inicialmente, segundo a polícia, pensaram tratar-se de um roubo.
Tanto o jornalista quanto o colega foram agredidos fisicamente. Minutos depois, a porta do cômodo foi aberta e o jornalista retirado à força pelos criminosos, segundo a PM, quando Reis foi levado até a cozinha. O delegado Carlos Ocon de Oliveira, de Ibitinga, diz que um dos homens disparou um tiro na perna da vítima. A bala acertou a artéria femoral de Reis, que foi socorrido e morreu no hospital.
"Ainda estamos investigando e é prematuro saber o motivo do crime. Não sabemos se é por coisas pessoais ou pelo fato dele ser dono de jornal", falou o delegado, dizendo não acreditar em latrocínio. O depoimento da única testemunha não foi revelado.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Assassinado vereador de Analandia que combatia a corrupção

A luta contra a corrupção no país perdeu importante combatente sábado (9). O vereador Evaldo José Nalin (PSDB), de Analândia/SP, foi assassinado a tiros no início da noite, em sua casa. Os disparos foram efetuados por duas pessoas que usaram uma moto para fugir. Segundo a esposa do vereador, os criminosos chegaram atirando, gritaram o nome do político e escrivão de polícia e não lhe deram qualquer chance de defesa.
Embora eleito pelo PSDB, partido do governo municipal, Evaldo José Nalin havia deixado a base de sustentação do prefeito na Câmara de Vereadores. Uma organização não governamental que combate a corrupção em Analândia/SP não tem dúvida de que se trata de crime encomendado. Nalin vinha investigando diversos casos de fraude e superfaturamento em licitações. Um desses casos, segundo a AMASA – Amigos Associados de Analândia/SP, entidade filiada à Rede Amarribo de Controle Social, tinha como foco o transporte do lixo de Analândia para Guatapará/SP.
Além de superestimar a quilometragem percorrida, a empresa usava um funcionário municipal para dirigir o caminhão que transportava o lixo. Enquanto paga para transportar o lixo para Guatapará, a Prefeitura de Analândia mantém sem funcionar um aterro sanitário que jamais recebeu um caminhão de lixo. As licitações para o transporte do lixo são sempre vencidas por pessoa ligada ao grupo político de um ex-prefeito da cidade.
Nalin também investigava possível fraude no último concurso público realizado pela Prefeitura de Analândia. Uma escuta ambiental revela diálogo entre um dos vereadores da base aliada da administração com outro vereador, em que revela a existência de um esquema para aprovar diversos vereadores no concurso. Em troca, deveriam se manter fiéis à administração. A gravação foi enviada à Polícia Federal em Piracicaba e ao Ministério Público do Trabalho em Pirassunga, antes do concurso ser realizado. A divulgação da lista dos aprovados confirmou que os vereadores mencionados na gravação de fato foram aprovados no concurso.
As ameaças contra pessoas que combate a corrupção em Analândia foram comunicadas às autoridades, mas não houve providências efetivas. A casa da ex-presidente da AMASA foi apedrejada. Um comerciante ativista da ONG também foi baleado na cabeça. Ele escapou com vida, mas ficou cego de um olho. Em seguida jogaram ácido na pintura do veículo de uma militante. A entidade agora espera que o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público de São Paulo façam uma operação pente-fino na Prefeitura de Analândia. 

sexta-feira, 4 de junho de 2010

MP denuncia 12 policiais por morte de motoboy em São Paulo

O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia à Justiça contra 12 policiais militares por participação na morte do motoboy Eduardo Luis Pinheiro dos Santos, que tinha 30 anos. No dia 9 de abril, ele foi levado ao 9º Batalhão da PM, no bairro da Casa Verde, Zona Norte de São Paulo, onde foi espancado até a morte.
Além da acusação por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa) os PMs também são acusados pelo crime de fraude processual. Para ocultar o crime, os policiais abandonaram o corpo de Eduardo Santos em uma rua da região e depois o levaram a um hospital. Um boletim de ocorrência foi lavrado como se o motoboy tivesse sido encontrado ali.
Os policiais acusados na denuncia apresentada pelo promotor de Justiça Marcos Hideki Ihara são: Wagner Aparecido Rosa, Alexandre Seidel, Raphael Souza Cardoso, Nelson Rubens Soares, Antonio Sidnei Rapelli Júnior, Jair Honorato da Silva Júnior, Fernando Martins Lobato, Ismael Pereira de Jesus e Rodrigo Monteiro. Outros três policiais, Andressa Silvestrini Sartoreto, Rafael Silvestre Meneguini e Jordana Gomes Pereira são acusados apenas pelo homicídio.
Santos havia sido detido com outras duas pessoas para apuração do furto de uma bicicleta, mas os policiais levaram os suspeitos ao Batalhão, em vez de irem para a delegacia.Duas semanas após o crime, o secretário estadual de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, admitiu que o motoboy foi vítima de tortura e que a cena do crime foi “montada” pelos policiais.
Esse é o segundo caso de policiais acusados de torturar e matar um motoboy em menos de um mês.No início de maio, Alexandre Menezes dos Santos foi espancado e morto por asfixia na porta de sua casa, em Cidade Ademar, zona Sul da capital paulista.As agressões, que duraram de 20 a 30 minutos, foram presenciadas pela mãe do motoboy, que não conseguiu impedir que os policias matassem o rapaz.
Os policiais foram denunciados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel pela asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), racismo e fraude processual, por terem introduzido uma arma de fogo na cena do crime, para simular que o motoboy estava armado.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Acusado de assassinar o ex-prefeito de Santo André vai a júri popular

A Justiça determinou que o acusado de ser o mandante da morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), em 2002, irá a júri popular. A decisão contra o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, foi determinada na segunda-feira (31/5) pelo juiz Antonio Hristov, da 1ª Vara da Comarca de Itapecerica da Serra. O julgamento ainda não tem data. Sombra é formalmente acusado pelo MP por homicídio triplamente qualificado. Segundo a promotoria de Justiça, o empresário encomendou a morte do petista porque ele havia resolvido acabar com um esquema de propinas na prefeitura. Cabe recurso.