O vereador de Brotas (SP), Fernando Bissoli (PDT), de 34 anos, foi preso em flagrante na terça (20) por corrupção. Ele nega a tentativa de extorsão da qual é acusado e se diz vítima de perseguição política. Imagens gravadas pelo secretário de Esportes, Antônio Jorge Salla, com autorização do Ministério Público, mostram Bissoli cobrando dinheiro para votar a favor do prefeito Antônio Benedito Salla na comissão processante que investiga irregularidades administrativas. O dinheiro seria usado para pagar contas particulares no valor de R$ 11.850.
Jorge Salla, que é filho do prefeito, recebeu uma lista que justificava a cobrança dos valores. Vejam a transcrição:
Secretário: - 11 mil 850 reais? Dá uns 10 dias para "mim", só para levantar isso aí. Eu dou para você.
Vereador: - Só que aqui, cara, tem um certo juro e eu consegui um desconto para amanhã. 960 reais se você puder ajeitar pelo menos isso para "mim" liquidar isso daqui.
As cédulas do dinheiro que seriam entregues foram copiadas antes para servir de prova para o flagrante. O vereador, que é do mesmo partido do prefeito e cumpre o primeiro mandato, foi preso com R$ 1 mil no bolso da calça.
O Ministério Público recebeu o auto de prisão de flagrante e está avaliando se houve alguma ilegalidade. No final da tarde, foi confirmada a troca de advogados do vereador. Antônio Carlos Checco, que assumiu a defesa, já entrou com um pedido de soltura, mas a Justiça ainda não apreciou o pedido. O prefeito Antônio Benedito Salla lamentou a atitude do colega de partido e diz que não viu outra alternativa, a não ser o flagrante. Ele nega qualquer irregularidade na administração.
Em janeiro deste ano, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta para investigar irregularidades na administração do prefeito Salla. Entre as acusações, estava o desvio de finalidade de recursos públicos e gastos irregulares. Os trabalhos de investigação se encerraram em abril e as irregularidades foram confirmadas. Foi marcada para o dia 2 de agosto a votação que deve criar uma comissão processante e, nela, os vereadores terão que decidir se o mandato do prefeito será cassado.
Mostrando postagens com marcador extorsão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador extorsão. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Justiça Federal aceita denúncia de extorsão contra dono de jornal em Marília
A Justiça Federal aceitou, nesta quarta, a denúncia contra o dono de um pequeno jornal de Marília, pelo crime de extorsão. Maurício Machado foi flagrado pela Polícia Federal, no dia 21 do mês passado, extorquindo o deputado federal, Sérgio Nechar, do PP.
Minutos antes da prisão, o empresário havia recebido R$5 mil em dinheiro. O valor seria referente à primeira parcela do pagamento da extorsão. Maurício Machado ficou seis dias preso na cadeia de Garça. Ele vai responder ao processo em liberdade.
Minutos antes da prisão, o empresário havia recebido R$5 mil em dinheiro. O valor seria referente à primeira parcela do pagamento da extorsão. Maurício Machado ficou seis dias preso na cadeia de Garça. Ele vai responder ao processo em liberdade.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
MPF em Marília denuncia jornalista que extorquiu deputado federal
O Ministério Público Federal em Marília ofereceu denúncia contra o jornalista Maurício Machado, conhecido como “Palhinha”, por extorsão (constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, com o intuito de obter para si ou para um terceiro indevida vantagem econômica) contra o deputado federal Sérgio Antônio Nechar. O acusado está preso desde o dia 21 de maio na Cadeia Pública de Garça, cidade na região de Marília.
Segundo consta do inquérito policial, Palhinha, na condição de proprietário do Jornal Atualidades, em Marília, teria feito publicações inverídicas sobre a atuação de Nechar na Câmara dos Deputados, além de ter ameaçado e feito exigências indevidas contra o parlamentar e seu assessor Walter Menegon. De acordo com o apurado pela polícia, as ações criminosas se iniciaram após Nechar ter cessado a destinação de verbas publicitárias ao referido jornal.
Além de serem ameaçadas, as vítimas temiam pela própria segurança e a de seus familiares, uma vez que conheciam os inúmeros registros criminais em nome do denunciado.
O procurador da República Jefferson Aparecido Dias, autor da denúncia, relata que, dentre outras exigências indevidas, Palhinha teria pedido um carro para a empresa jornalística, a contratação de um jornalista para o Jornal Atualidades e o pagamento mensal de aluguel de um imóvel no valor de R$ 1.500,00.
No dia 21 de maio de 2010, o denunciado teria exigido o pagamento de R$ 15 mil reais, parcelados em três vezes de R$ 5 mil reais, para que não publicasse notícias de teor ofensivo contra o Deputado Federal no Jornal Atualidades, ocasião em que foi preso.
A prática da extorsão foi registrada em gravações em áudio e vídeo produzidas pelas vítimas e inseridos nos autos do inquérito policial. As provas criminais ainda incluem material escrito e até versões pré-impressas do jornal com matérias que difamavam a vítima e que depois não foram publicadas.
O procurador da República assinala que “o denunciado, de forma consciente, constrangeu, mediante grave ameaça, o deputado federal Sergio Antonio Nechar e o assessor parlamentar Walter Menegon, com o fim de obter para si indevida vantagem econômica”.
Na denúncia, o MPF requereu que seja instaurado o devido processo penal, seguindo todas suas fases até a condenação. Se condenado, Palhinha, que já foi indiciado por extorsão, difamação, injúria e calúnia na Delegacia da PF em Marília, poderá cumprir pena de reclusão de quatro a dez anos, além de pagamento de multa.
Além da denúncia, o MPF em Marília manifestou-se favoravelmente ao pedido de liberdade provisória, formulado pela defesa do acusado, por não estarem presentes os requisitos da prisão preventiva.
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Assessoria de Comunicação
Segundo consta do inquérito policial, Palhinha, na condição de proprietário do Jornal Atualidades, em Marília, teria feito publicações inverídicas sobre a atuação de Nechar na Câmara dos Deputados, além de ter ameaçado e feito exigências indevidas contra o parlamentar e seu assessor Walter Menegon. De acordo com o apurado pela polícia, as ações criminosas se iniciaram após Nechar ter cessado a destinação de verbas publicitárias ao referido jornal.
Além de serem ameaçadas, as vítimas temiam pela própria segurança e a de seus familiares, uma vez que conheciam os inúmeros registros criminais em nome do denunciado.
O procurador da República Jefferson Aparecido Dias, autor da denúncia, relata que, dentre outras exigências indevidas, Palhinha teria pedido um carro para a empresa jornalística, a contratação de um jornalista para o Jornal Atualidades e o pagamento mensal de aluguel de um imóvel no valor de R$ 1.500,00.
No dia 21 de maio de 2010, o denunciado teria exigido o pagamento de R$ 15 mil reais, parcelados em três vezes de R$ 5 mil reais, para que não publicasse notícias de teor ofensivo contra o Deputado Federal no Jornal Atualidades, ocasião em que foi preso.
A prática da extorsão foi registrada em gravações em áudio e vídeo produzidas pelas vítimas e inseridos nos autos do inquérito policial. As provas criminais ainda incluem material escrito e até versões pré-impressas do jornal com matérias que difamavam a vítima e que depois não foram publicadas.
O procurador da República assinala que “o denunciado, de forma consciente, constrangeu, mediante grave ameaça, o deputado federal Sergio Antonio Nechar e o assessor parlamentar Walter Menegon, com o fim de obter para si indevida vantagem econômica”.
Na denúncia, o MPF requereu que seja instaurado o devido processo penal, seguindo todas suas fases até a condenação. Se condenado, Palhinha, que já foi indiciado por extorsão, difamação, injúria e calúnia na Delegacia da PF em Marília, poderá cumprir pena de reclusão de quatro a dez anos, além de pagamento de multa.
Além da denúncia, o MPF em Marília manifestou-se favoravelmente ao pedido de liberdade provisória, formulado pela defesa do acusado, por não estarem presentes os requisitos da prisão preventiva.
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Assessoria de Comunicação
Assinar:
Postagens (Atom)