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domingo, 1 de agosto de 2010
A beleza do presidente
Em visita ao Rio Grande do Sul, na quinta-feira, o presidente presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, quando o assunto é beleza dos nordestinos ele é uma exceção.Que se as praias do nordeste são bonitas, o nordestino nem tanto. O contrário, para ele, acontece na região sul do País. No sul - terras das mais belas modelos brasileiras - "até pobre é bonito", segundo o presidente."Qualquer nordestino que vem para cá, vê uma diferença enorme, mesmo em se tratando de pessoas pobres", observou Lula. A justificativa do presidente para a beleza superior dos gaúchos está no desenvolvimento da região, que chegou muito antes que no nordeste. "Porque tem aquela máxima que todo mundo sabe: comeu, ficou bonito; não comeu não ficou tão bonito", salientou o presidente.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A Noruega tropical de Lula
- O Estado de S.Paulo
Convidado pelo Financial Times (FT)de Londres a fazer uma avaliação do seu governo e a antecipar o que pretende fazer depois de deixar o Planalto, no primeiro dia de 2011, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu com um artigo de 700 palavras, publicado ontem em um suplemento especial sobre o Brasil.
Trata-se de uma versão comparativamente austera, como convém aos textos do mais influente diário econômico do mundo, da exuberante teoria do "nunca antes na história deste País", complementada pela promessa de "continuar a contribuir para a melhora da qualidade de vida das pessoas" desta vez no mundo inteiro.
Mas a megalomania se livra dos arreios quando, para justificar o seu intento de fazer pelos latino-americanos, caribenhos e africanos o que se vangloria de ter feito pelos brasileiros, Lula não deixa por menos: "Não podemos ser uma ilha de prosperidade cercada por um mar de pobreza e injustiça social."
Sejam quais forem as evidências que ele queira enfileirar sobre os progressos dos últimos anos da economia brasileira e das condições de vida da população e seria pueril, ou desonesto, negá-los, Lula fala do Brasil, 75.º colocado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como se fosse uma Noruega.
O país nórdico lidera o ranking criado pelas Nações Unidas e gasta proporcionalmente mais do que qualquer outro país em ajuda externa. Na realidade, já descontados os Estados Unidos e o Canadá, 16 países do Hemisfério têm um IDH melhor que o brasileiro.
Como era de esperar, Lula credita exclusivamente ao seu governo o fato de o Brasil sangrar em saúde. O que veio antes foi como se não tivesse existido, ou, quando existiu, foi contraproducente. "Devolvemos o crescimento a uma economia de há muito estagnada", alardeia, "e o fizemos mantendo a inflação sob controle, reduzindo a relação entre a dívida e o PIB e reconstruindo as funções reguladoras do Estado brasileiro."
O papel, como se diz, aceita tudo. Nem a conjuntura internacional excepcionalmente favorável a exportadores de produtos primários e insumos, como é o Brasil, nem, muito menos, a decisão de Lula de se apropriar da "herança maldita" do governo Fernando Henrique, na esfera macroeconômica, precisam ser reconhecidas o que não há de ter escapado àquela parcela dos leitores do Financial Times que sabe que a história do País não começou quando o atual presidente chegou ao Planalto.
Além de se atribuir a paternidade pelo "novo Brasil", título do caderno especial do FT, Lula fez pelo menos 2 gols em impedimento, na esperança de que os árbitros estivessem olhando para o outro lado. A afirmação sobre a reconstrução das funções reguladoras do Estado nacional é mais do que falsa. O que o lulismo tem feito com as agências reguladoras é privá-las de sua autonomia e manipular a sua composição para atender aos interesses do governo e seus aliados políticos e politiqueiros. A isso se chama destruir e não reconstruir.
O leitor distraído pode tomar pelo valor de face o que Lula escolheu dizer sobre a transformação material do País, mas os investidores sabem perfeitamente quanto há de embromação nas seguintes palavras: "Pusemos em marcha um processo poderoso de melhorar nossa infraestrutura. Como parte disso, estamos eliminando os gargalos que afetavam nossa competitividade no passado, o que costuma ser chamado "custo Brasil"."
Lula reconhece "os enormes desafios pela frente", a começar da pobreza ainda significativa, a insuficiência do sistema de educação, além da droga e da violência. E menciona em seguida a necessidade das reformas tributária e político-eleitoral. Estas últimas "não podem esperar mais", sob pena de "comprometer a continuidade dos avanços de que desfrutamos nos anos recentes".
O presidente fala como se tivesse dado o melhor de si, ao longo desses 7 anos, para mudar as regras do jogo político. Não apenas não o fez — e ao não fazê-lo permitiu que prevalecessem no Congresso os interesses dos que querem que tudo permaneça como está —, como ainda tirou proveito da fragmentada e reduzida representatividade do sistema de partidos para formar a sua enxundiosa base parlamentar, vitaminada pelo mensalão.
Convidado pelo Financial Times (FT)de Londres a fazer uma avaliação do seu governo e a antecipar o que pretende fazer depois de deixar o Planalto, no primeiro dia de 2011, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu com um artigo de 700 palavras, publicado ontem em um suplemento especial sobre o Brasil.
Trata-se de uma versão comparativamente austera, como convém aos textos do mais influente diário econômico do mundo, da exuberante teoria do "nunca antes na história deste País", complementada pela promessa de "continuar a contribuir para a melhora da qualidade de vida das pessoas" desta vez no mundo inteiro.
Mas a megalomania se livra dos arreios quando, para justificar o seu intento de fazer pelos latino-americanos, caribenhos e africanos o que se vangloria de ter feito pelos brasileiros, Lula não deixa por menos: "Não podemos ser uma ilha de prosperidade cercada por um mar de pobreza e injustiça social."
Sejam quais forem as evidências que ele queira enfileirar sobre os progressos dos últimos anos da economia brasileira e das condições de vida da população e seria pueril, ou desonesto, negá-los, Lula fala do Brasil, 75.º colocado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como se fosse uma Noruega.
O país nórdico lidera o ranking criado pelas Nações Unidas e gasta proporcionalmente mais do que qualquer outro país em ajuda externa. Na realidade, já descontados os Estados Unidos e o Canadá, 16 países do Hemisfério têm um IDH melhor que o brasileiro.
Como era de esperar, Lula credita exclusivamente ao seu governo o fato de o Brasil sangrar em saúde. O que veio antes foi como se não tivesse existido, ou, quando existiu, foi contraproducente. "Devolvemos o crescimento a uma economia de há muito estagnada", alardeia, "e o fizemos mantendo a inflação sob controle, reduzindo a relação entre a dívida e o PIB e reconstruindo as funções reguladoras do Estado brasileiro."
O papel, como se diz, aceita tudo. Nem a conjuntura internacional excepcionalmente favorável a exportadores de produtos primários e insumos, como é o Brasil, nem, muito menos, a decisão de Lula de se apropriar da "herança maldita" do governo Fernando Henrique, na esfera macroeconômica, precisam ser reconhecidas o que não há de ter escapado àquela parcela dos leitores do Financial Times que sabe que a história do País não começou quando o atual presidente chegou ao Planalto.
Além de se atribuir a paternidade pelo "novo Brasil", título do caderno especial do FT, Lula fez pelo menos 2 gols em impedimento, na esperança de que os árbitros estivessem olhando para o outro lado. A afirmação sobre a reconstrução das funções reguladoras do Estado nacional é mais do que falsa. O que o lulismo tem feito com as agências reguladoras é privá-las de sua autonomia e manipular a sua composição para atender aos interesses do governo e seus aliados políticos e politiqueiros. A isso se chama destruir e não reconstruir.
O leitor distraído pode tomar pelo valor de face o que Lula escolheu dizer sobre a transformação material do País, mas os investidores sabem perfeitamente quanto há de embromação nas seguintes palavras: "Pusemos em marcha um processo poderoso de melhorar nossa infraestrutura. Como parte disso, estamos eliminando os gargalos que afetavam nossa competitividade no passado, o que costuma ser chamado "custo Brasil"."
Lula reconhece "os enormes desafios pela frente", a começar da pobreza ainda significativa, a insuficiência do sistema de educação, além da droga e da violência. E menciona em seguida a necessidade das reformas tributária e político-eleitoral. Estas últimas "não podem esperar mais", sob pena de "comprometer a continuidade dos avanços de que desfrutamos nos anos recentes".
O presidente fala como se tivesse dado o melhor de si, ao longo desses 7 anos, para mudar as regras do jogo político. Não apenas não o fez — e ao não fazê-lo permitiu que prevalecessem no Congresso os interesses dos que querem que tudo permaneça como está —, como ainda tirou proveito da fragmentada e reduzida representatividade do sistema de partidos para formar a sua enxundiosa base parlamentar, vitaminada pelo mensalão.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Maracutaias de Lula com a Globo
Estatal brasileira compra da Rede Globo direito de retransmitir Copa
Milton Júnior
Do Contas Abertas
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que controla as emissoras públicas federais, assinou contrato de compra com a Rede Globo para adquirir o chamado “direito de rádio” sobre as transmissões da Copa do Mundo 2010, que será realizada na África do Sul. A autorização, segundo informações publicadas no Diário Oficial da União, sairá por U$ 230 mil, cerca de R$ 420 mil. O contrato permite que a estatal retransmita as cerimônias de abertura, encerramento, premiação de gala, além de uma série de partidas de interesse ao Brasil.
O contrato foi realizado sem licitação, pela inviabilidade de competição, já que a Rede Globo é a detentora dos direitos de transmissão por contrato que mantém com a Fifa. As emissoras interessadas em transmitir os jogos somente podem sublicenciar o direito que é exclusivo da Globo. De acordo com a assessoria de imprensa da EBC, as emissoras da estatal pagaram um valor bem inferior ao praticado com as emissoras comerciais – U$ 350 mil, informa. “A negociação não pôde ser realizada para transmissões de imagens pela TV Brasil, pois os valores cobrados pela Globo são muito altos”, afirma.
De acordo com a assessoria, o contrato feito com a EBC prevê que as oito emissoras de rádio da empresa poderão utilizar o direito de transmissão. Mas o direito não poderá se estender às demais emissoras públicas de rádio do país que, se tiverem interesse, também terão de pagar à Globo.
Serão transmitidas as 28 partidas da fase inicial da Copa do Mundo: três da seleção brasileira, os jogos de alguns cabeças de chaves (Itália, Inglaterra, Alemanha, Espanha), dos países do continente americano (EUA, México, Honduras, Chile, Uruguai, Paraguai e Argentina) e das seleções africanas (África do Sul, Costa do Marfim, Nigéria, Argélia, Gana e Camarões). A partir da etapa inicial, as transmissões dependerão da classificação ou não do Brasil e dos demais times que se classificarem.
As transmissões serão feitas “off tube”, quando o narrador não está no local do jogo, por locutores, narradores e comentaristas situados no Rio de Janeiro, enquanto uma equipe de reportagem faz a cobertura local na África do Sul. As transmissões serão feitas para o Rio de Janeiro (Nacional AM e MEC AM), para Brasília (Nacional AM) e para a Amazônia (Nacional OC da Amazônia e Nacional AM e FM do Alto Solimões).
Milton Júnior
Do Contas Abertas
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que controla as emissoras públicas federais, assinou contrato de compra com a Rede Globo para adquirir o chamado “direito de rádio” sobre as transmissões da Copa do Mundo 2010, que será realizada na África do Sul. A autorização, segundo informações publicadas no Diário Oficial da União, sairá por U$ 230 mil, cerca de R$ 420 mil. O contrato permite que a estatal retransmita as cerimônias de abertura, encerramento, premiação de gala, além de uma série de partidas de interesse ao Brasil.
O contrato foi realizado sem licitação, pela inviabilidade de competição, já que a Rede Globo é a detentora dos direitos de transmissão por contrato que mantém com a Fifa. As emissoras interessadas em transmitir os jogos somente podem sublicenciar o direito que é exclusivo da Globo. De acordo com a assessoria de imprensa da EBC, as emissoras da estatal pagaram um valor bem inferior ao praticado com as emissoras comerciais – U$ 350 mil, informa. “A negociação não pôde ser realizada para transmissões de imagens pela TV Brasil, pois os valores cobrados pela Globo são muito altos”, afirma.
De acordo com a assessoria, o contrato feito com a EBC prevê que as oito emissoras de rádio da empresa poderão utilizar o direito de transmissão. Mas o direito não poderá se estender às demais emissoras públicas de rádio do país que, se tiverem interesse, também terão de pagar à Globo.
Serão transmitidas as 28 partidas da fase inicial da Copa do Mundo: três da seleção brasileira, os jogos de alguns cabeças de chaves (Itália, Inglaterra, Alemanha, Espanha), dos países do continente americano (EUA, México, Honduras, Chile, Uruguai, Paraguai e Argentina) e das seleções africanas (África do Sul, Costa do Marfim, Nigéria, Argélia, Gana e Camarões). A partir da etapa inicial, as transmissões dependerão da classificação ou não do Brasil e dos demais times que se classificarem.
As transmissões serão feitas “off tube”, quando o narrador não está no local do jogo, por locutores, narradores e comentaristas situados no Rio de Janeiro, enquanto uma equipe de reportagem faz a cobertura local na África do Sul. As transmissões serão feitas para o Rio de Janeiro (Nacional AM e MEC AM), para Brasília (Nacional AM) e para a Amazônia (Nacional OC da Amazônia e Nacional AM e FM do Alto Solimões).
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